Adaptação Escolar

A Lei 13.146 de julho de 2015, chamada de Lei Brasileira de Inclusão, consagrou a política de educação inclusiva no Brasil. Sendo assim, todas as escolas públicas ou particulares devem cumprir o que está determinado na lei, aperfeiçoando seu sistema de ensino, para garantir condições de acesso, permanência, participação e aprendizagem a todas as pessoas com deficiência. De acordo com a lei, a família da pessoa com deficiência não deve ter custos extras com as adaptações que forem necessárias, visto que, as adaptações estão previstas em lei e devem ser suportadas por toda sociedade.

A partir disso, podemos dizer que as mudanças necessárias para que uma escola faça, de fato, uma inclusão escolar efetiva vai além da estrutura física. As mudanças devem ser feitas no sentido de reinventar as práticas e mudar a maneira de pensar sobre o processo de inclusão. A seguir, abordaremos alguns pontos que devem sofrer adaptações.

1.       A adaptação da escola deve começar pela capacitação para os seus educadores. Essa capacitação deve incluir um plano contínuo para que toda a equipe escolar (do porteiro à direção) saiba lidar e contribuir com o processo de inclusão. Antes de iniciar o ano letivo, os professores devem ser previamente instruídos para estarem preparados para atuar de maneira positiva. Também é garantido o atendimento especializado, por um profissional capacitado para exercer essa função;

2.       Ao matricular uma criança com deficiência, a escola deve adaptar o seu projeto pedagógico de modo que ele se torne individualizado para atender a demanda da criança. O PEI (Plano de Ensino Individualizado) é assegurado por lei para o estudante.. O PEI deve ser formulado no intuito de ampliar habilidades acadêmicas, sociais, de autocuidado e linguagem. Esse documento pode ser elaborado junto com os pais e outros profissionais que atendam a criança e deve ser revisto periodicamente, a fim de examinar os objetivos que já foram alcançados e reorganizar as metas que ainda não foram atingidas.

3.       Seguindo o PEI, a escola também deve adaptar os materiais que forem utilizados para as atividades na classe e em casa, contribuindo para que o professor possa avaliar adequadamente o desempenho do aluno. O processo avaliativo também deve ser o mais próximo possível do currículo escolar e a diferenciação deve acontecer somente na maneira como a avaliação será elaborada, já que deve seguir as habilidades do aluno. A menos que seja estritamente necessário fazer modificação, a avaliação deve ocorrer no mesmo horário e local dos demais alunos.

4.       Não menos importante, as escolas também devem organizar as rotinas das crianças, tornando-as visuais, utilizando combinada, rotina diária, histórias sociais, entre outros, visto que algumas crianças com TEA têm dificuldades de perceber e aprender com informações auditivas. Os suportes visuais podem ser fundamentais para que a criança se torne independente.

5.       Por fim, a escola deve agir de modo a criar um ambiente que proporcione um desenvolvimento adequado aos seus alunos. Para isso, deve conhecer o aluno de maneira integral, ser um ambiente que não contribua para discriminação e/ou exclusão, inclusive fornecendo conhecimento (utilizando linguagem apropriada para a idade) aos pares sociais dos alunos com deficiência, e procurando fazer uma parceria com a família, a fim de estabelecer e compartilhar objetivos que auxiliarão no desenvolvimento do aluno, criar vínculo com as famílias e engaja-las nos processos educativos, favorecendo o aprendizado e evolução da criança em todos os níveis. 

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